quarta-feira, 20 de abril de 2016

Pai corta as mãos do suposto estuprador de seu bebê na Índia

Jovem de 17 anos era julgado por violentar menina de sete meses em 2014.
Pai da criança fugiu após ataque e será acusado de tentativa de homicídio.

Um pai cortou as mãos de um adolescente suspeito de estuprar seu bebê e o abandonou próximo a um canal ao norte da Índia, informou a polícia nesta quarta-feira (20).
Parminder Singh se aproximou do jovem de 17 anos, acusado de haver violentado sua filha de sete meses em 2014, ao sair de um tribunal do estado de Punjab.
A polícia explicou que Singh, de 25 anos, atraiu o adolescente fora do tribunal propondo um acordo pessoal.
O pai "o levou para perto de um canal seco, agrediu-o com força e o amarrou a uma árvore. Finalmente, cortou suas mãos", disse por telefone à AFP Swapan Sharma, um chefe da polícia da região.
"Os vizinhos alertaram a polícia e fomos rapidamente ao lugar", informou.
Os policiais levaram o jovem e suas mãos ao hospital, onde, segundo Sharma, o acusado se encontra em situação estável.
O chefe da polícia também disse que os agentes estavam procurando o pai, um funcionário de uma fábrica de tijolos que fugiu depois do ataque e agora é acusado de tentativa de homicídio.
Em abril de 2014, a mãe do bebê teria encontrado o jovem abusando sua filha. A polícia o deteve por agressão e o transferiu a uma correcional juvenil enquanto aguardava o julgamento.
A Índia apresenta um triste recorde de agressões sexuais e, em um país onde o sistema judicial é lento e frequentemente corrupto, às vezes são realizados ajustes de contas pessoais contra os agressores.
Em 2012, o estupro coletivo de uma estudante em um ônibus em Nova Délhi desatou uma onda de indignação e protestos nas ruas contra a violência de gênero.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Família é queimada viva por suspeita de bruxaria na Índia

Dez homens foram detidos depois do crime no estado de Jharkhand.
Mais de 2 mil foram assassinados na Índia entre 2000 e 2012 por bruxaria.



Três membros de uma mesma família foram queimados vivos no leste da Índia depois de terem sido trancados em sua casa por uma multidão enfurecida por rumores de participação em sacrifícios humanos.
Dez homens foram detidos depois do crime, que ocorreu no domingo (17) no Estado de Jharkhand, quando dezenas de populares armados com pedaços de pau ou objetos cortantes atacaram a família.
"Espalhou-se o rumor de que os membros da família haviam sequestrado crianças para um sacrifício humano", afirmou a polícia, ao explicar o ataque.
Outros cinco membros da família foram socorridos com a casa em chamas.
O chefe da família, Gowardhan Bhagat, foi acusado pelos vizinhos de bruxaria.
No total, 2.097 pessoas, em sua maioria mulheres, foram assassinadas na Índia entre 2000 e 2012, acusadas de bruxaria, segundo estatísticas oficiais.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ao menos 27 membros de conjunto de ópera morrem em acidente na Índia

Ônibus com cerca de 40 pessoas caiu em desfiladeiro de 200 metros.
Grupo se dirigia para uma apresentação em um ato religioso.

Pelo menos 27 membros de um conjunto de ópera morreram e outros 11 ficaram feridos após o ônibus no qual viajavam cair em um desfiladeiro de 200 metros no leste da Índia, informou a polícia local.
O acidente aconteceu no domingo por volta das 18h30, horário local, no distrito de Deogarh, no estado de Orissa, quando os membros do grupo se dirigiam para a cidade de Sohela, onde iam fazer hoje uma representação em um ato religioso.
"De acordo com nossos cálculos, o total de passageiros no ônibus era de 38, mas a busca prossegue para encontrar alguém mais com vida, embora as possibilidades sejam muito poucas", afirmou a superintendente da Polícia de Deogarh, Sarah Sharma.
Segundo a agente, os feridos foram levados para um hospital e um deles está em estado crítico.

sábado, 16 de abril de 2016

Confira a turnê do casal real pela Índia em 6 looks de Kate Middleton

Mais uma vez Kate Middleton dá o que falar no Butão! Confira os looks (e lenços) reais da duquesa de Cambridge





Kate Middleton está sempre na moda. E ao fazer uma visita oficial à India com seu marido, o príncipe William, sua fineza de estilo não poderia ser diferente. Em seu segundo dia no Butão, a duquesa e o príncipe William foram passear no Himalaia. E, adivinhem só? É claro que o look da morena chamou atenção! Ela estava perfeitamente vestida para a ocasião, com um modelo bem aventureiro de botas altas e colete. A duquesa ficou muito bem com esse visual, não é mesmo? Veja, a seguir, mais do estilo da duquesa de Cambridge durante sua visita à Índia!


A duquesa demonstrou todo seu estilo com este vestido de mangas longas na cor amarelo manteiga. O vestido é da grife Emilia Wickstead e custa apenas 169 dólares, o que equivale a 591 reais!


A duquesa até tentou dar uma de Katniss com o arco e flecha, mas não teve muito sucesso. O que todos adoraram, no entanto, foi o seu longo vestido com cores vibrantes e o colete branco por cima, que deu uma vibração oriental ao seu visual.



Na recepção no hotel onde ficaram hospedados, William e Kate, mostraram que são um dos casais mais bem arrumadas da Inglaterra, mesmo na Índia. Ele, com um terno lindo, e ela com um vestido todo decorado com pequenos padrões retangulares de verde, vermelho, laranja e branco, parecia uma diva dos anos 1970! Para arrematar o visual, optou por um lenço laranja que definiu todo o visual


Já no terceiro dia da turnê, a princesa optou por um vestido até os joelhos de uma cor rosa clara, com vários ornamentos pretos em volta do vestido. Para combinar? Um lenço vermelho que até William usou, já que os dois, na cultura indiana, são considerados convidados de honra.

Três jovens morrem ao tentar fazer selfie com trem na Índia

Estações e vias do sistema ferroviário costumam ser facilmente acessíveis.
Sem vigilância, cresce o nº de acidentes nas ferrovias.

Três jovens morreram na cidade de Mirzapour, no estado indiano de Uttar Pradesh, ao tentar fazer uma selfie nos trilhos da ferrovia quando passava um trem, informou neste sábado (16) a polícia local.
O superintendente de polícia de Mirzapour, Arvind Sen, disse que dois dos jovens, dos quais não deu detalhes, morreram quando tentavam se fotografar nas vias do trem com a locomotiva e o terceiro morreu atropelado enquanto olhava a cena.
Sen não pôde detalhar como eles tiveram acesso às vias. "Só posso dizer que o acidente está sob investigação", disse o responsável policial de Mirzapour.
As estações, instalações e vias do sistema de ferrovias costumam ser facilmente acessíveis e têm pouca vigilância na Índia o que gera um alto número de acidentes anuais.
A rede ferroviária indiana é, com 65 mil km de vias, a quarta em extensão do mundo, atrás de Estados Unidos, Rússia e China.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Rinoceronte é morto em parque da Índia após visita de William e Kate

Macho adulto foi atingido por tiro no parque natural de Kaziranga. 
Crime aconteceu horas depois da visita da família real.


Caçadores ilegais mataram um rinoceronte no parque natural de Kaziranga, no nordeste da Índia, poucas horas depois da visita do príncipe William da Inglaterra e de sua esposa Kate, indicou nesta sexta-feira (15) um responsável do parque.
"Os caçadores ilegais utilizaram um AK-47 para matar o macho adulto e depois tiraram seu chifre" explicou à AFP Subasish Das, responsável pela administração florestal deste espaço natural no estado de Assam, que abriga dois terços desta espécie com apenas um chifre do mundo.
O animal, que teve seu chifre extraído, foi encontrado morto pelos guardas do parque na quinta-feira, o dia da partida do casal real britânico.
Trata-se do segundo rinoceronte abatido em quatro dias, depois que na segunda-feira um primeiro animal também sem chifre foi encontrado em meio a uma poça de sangue.
O parque de Kaziranga combate a caça ilegal destes animais que são assassinados por seu chifre, vendido a um preço astronômico em vários países da Ásia, onde é utilizado com supostos efeitos terapêuticos ou para elaborar joias.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Índia investiga 6 pessoas por incêndio de templo que deixou mais de 100 mortos

A polícia indiana investigava nesta segunda-feira seis pessoas pela brutal explosão de domingo em um templo do sul do país provocada por fogos de artifício não autorizados e que deixou mais de 100 mortos.
Na noite de sábado milhares de famílias se dirigiram ao templo de Puttingal Devi, na cidade costeira de Paravuren (estado de Kerala), como parte das festividades do Ano Novo hindu.
Mas um foguete caiu sobre o depósito dos fogos de artifício que seriam lançados, produzindo uma explosão gigantesca. O balanço atual é de 109 mortos e centenas de pessoas estão sendo tratadas por queimaduras.
A polícia disse que está investigando quem tem a responsabilidade pelo lançamento destes fogos de artifício, que aconteceu apesar de as autoridades do distrito de Kollam, em Kerala, não terem dado autorização.
"Ontem foi aberta uma investigação contra seis pessoas", que não foram detidas, anunciou o chefe da polícia criminal de Kerala, S. Ananathakrishnan.
"Na investigação aparecem seis pessoas, três do comitê diretivo do templo e três contratadas para o espetáculo pirotécnico", explicou.
As seis, uma no hospital e as outros cinco em paradeiro desconhecido, estão sendo investigadas por homicídio doloso, indicou.
Por sua vez, a polícia disse que está interrogando cinco funcionários do templo que até o momento não foram acusados.
Um homem que vive perto do templo contou que seu filho Adiraj, funcionário de uma fábrica, foi ao show com três amigos. Apenas um sobreviveu.
"Estava com seus amigos perto da estrutura onde os fogos eram guardados", disse Baba, de 46 anos.
"Havia se vestido para o evento depois de jantar e disse que estaria com seus amigos. Depois vimos seu corpo no necrotério do hospital... Sua memória nos acompanhará todos os anos neste dia".
A explosão foi tão grande que alguns dos edifícios próximos ao templo ficaram completamente destruídos, e outros perderam o telhado, que caiu sobre os fiéis, em pânico.
Em meio ao caos, os sobreviventes levaram os feridos aos hospitais em seus próprios carros ou motocicletas.
Algumas vítimas ficaram tão queimadas que estavam irreconhecíveis. Mais de 30 ainda não foram identificadas, e a partir de Nova Délhi foi enviada uma equipe especial de médicos para tratar as queimaduras dos feridos.
N.P. Anoop seguia buscando seu pai, desaparecido, depois de visitar seis hospitais e três necrotérios. A jovem, de 32 anos, segue sem ter notícias dele e teme o pior.
"Não sei se está vivo ou morto. O que quero é vê-lo, estamos preparados para o pior, mas a busca está sendo dolorosa", contou à AFP.
"Nos necrotérios há 20 corpos que não foram reivindicados, e suspeitamos que alguns dos desaparecidos podem estar ali. Apenas um teste de DNA estabelecerá suas identidades, porque os corpos estão irreconhecíveis", disse à AFP um responsável, N. Vijayan.
Os incêndios e as avalanches humanas são frequentes nos templos da Índia, com frequente devido às escassas medidas de segurança.